Dezembro chegou e, com ele, aquele lembrete de que a saúde precisa continuar no centro das atenções. Este mês reúne duas campanhas importantes que caminham lado a lado:  Dezembro Vermelho, voltada para a prevenção do HIV/AIDS; e Dezembro Laranja, dedicada ao combate ao câncer de pele. 

O Dezembro Vermelho foi instituído por lei em 2017 e tem como propósito sensibilizar a população para o HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis. A campanha reforça a necessidade do diagnóstico precoce, do acesso ao tratamento e também do combate ao preconceito que ainda recai sobre quem vive com o vírus.

E vale sempre recordar uma distinção fundamental. HIV é o vírus que ataca o sistema imunológico; AIDS é a síndrome que surge quando essa infecção evolui sem tratamento, levando à queda da imunidade e ao aparecimento de doenças oportunistas. Graças aos tratamentos disponíveis no SUS, quem vive com HIV pode ter uma vida longa, com qualidade e com a mesma expectativa de quem não vive com o vírus. A prevenção continua a ser peça-chave, o uso de preservativos, a possibilidade de recorrer à PrEP e à PEP e a realização de testes rápidos, gratuitos e sigilosos ajudam a travar a transmissão e a garantir segurança.

Ao lado do vermelho, o mês também se pinta de laranja. O Dezembro Laranja, promovido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, chama atenção para o câncer de pele, o mais comum no Brasil.

Num país de clima tropical, onde a radiação solar é intensa durante grande parte do ano, a exposição sem proteção torna-se um risco real. Pessoas de pele clara, ou que passam muitas horas ao ar livre, estão especialmente vulneráveis. Existem três tipos principais de câncer de pele, o carcinoma basocelular, que é o mais frequente e menos agressivo; o carcinoma espinocelular; e o melanoma, mais raro, porém muito mais grave.

A prevenção, neste caso, passa por hábitos simples, como usar protetor solar todos os dias, evitar o sol forte entre as dez da manhã e as quatro da tarde, proteger-se com chapéus, óculos escuros e roupas adequadas e observar a própria pele, procurando um dermatologista sempre que alguma mancha, pinta ou ferida apresentar mudança ou aspecto suspeito.

Leave a Reply