No início do mês, a Secretaria Executiva da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (SCMED) lançou a 7ª edição do Anuário Estatístico do Mercado Farmacêutico (confira aqui), com o objetivo de aumentar a transparência e incentivar a participação da sociedade nos processos regulatórios e na formulação de políticas públicas para o setor de saúde. O anuário reúne dados sobre todas as empresas e produtos farmacêuticos regulados pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
Segundo a publicação, o mercado farmacêutico no Brasil faturou aproximadamente R$ 142,43 bilhões em 2023, representando um crescimento nominal de 8,53% em relação ao ano anterior. Foram comercializadas 5,77 bilhões de embalagens, um aumento de 1,03% em comparação a 2022, abrangendo 14.108 diferentes apresentações de medicamentos.
O setor envolveu 223 empresas, responsáveis por 6.955 marcas comerciais distribuídas em 509 classes terapêuticas. Além disso, foram comercializados 1.913 princípios ativos diferentes, demonstrando a diversidade do mercado.
No ranking das 15 substâncias mais vendidas no Brasil, medicamentos essenciais como Cloreto de Sódio e Losartana Potássica se destacam, com volumes entre 250 milhões e 500 milhões de unidades.
Outros medicamentos, como Dipirona, Cloridrato de Metformina, Nimesulida e Ibuprofeno, também figuram nas primeiras posições, com vendas entre 100 milhões e 250 milhões de unidades. Esses fármacos são amplamente utilizados em tratamentos crônicos e agudos, o que justifica o elevado volume de vendas.
Na faixa de 50 milhões a 100 milhões de unidades, substâncias como Cloridrato de Nafazolina, Levotiroxina Sódica e Hidroclorotiazida também tiveram grande impacto nas vendas do setor.