Celebrado em 30 de outubro, o Dia Nacional do Ginecologista foi instituído em 1959, em alusão à fundação da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). A data homenageia os profissionais que se dedicam ao cuidado e ao bem-estar feminino, além dos obstetras, médicos especializados no acompanhamento da gestação, desde o pré-natal até o pós-parto.
Aproveitando a ocasião, reunimos algumas atualizações recentes na área da saúde da mulher. Desde setembro, os planos de saúde passaram a oferecer, de forma obrigatória, a cobertura do implante subdérmico contraceptivo liberador de etonogestrel, conhecido comercialmente como Implanon. O método é destinado a mulheres de 18 a 49 anos, como medida de prevenção à gravidez não planejada.
Até 2026, o governo federal prevê a distribuição de 1,8 milhão de dispositivos, sendo 500 mil ainda em 2025, com investimento estimado em R$ 245 milhões. No mercado, o produto tem custo que varia entre R$ 2 mil e R$ 4 mil.
Durante a campanha do Outubro Rosa, o Ministério da Saúde também anunciou a chegada do primeiro lote do Trastuzumabe Entansina, medicamento de última geração incorporado ao SUS para o tratamento do câncer de mama HER2-positivo, uma forma agressiva da doença que estimula o crescimento acelerado das células tumorais.
A primeira remessa, composta por 11.978 unidades (6.206 de 100 mg e 5.772 de 160 mg), chegou ao Aeroporto Internacional de Guarulhos no dia 13 de outubro. Ao todo, estão previstos quatro lotes do medicamento, com novas entregas programadas para dezembro de 2025, março e junho de 2026. Os insumos devem atender 100% da demanda atual do SUS, beneficiando 1.144 pacientes já em 2025.
O Trastuzumabe Entansina é indicado a mulheres que ainda apresentam sinais da doença após a quimioterapia inicial, geralmente em casos de câncer de mama HER2-positivo em estágio III. Além dele, o Ministério da Saúde tem ampliado a oferta dos inibidores de ciclinas (abemaciclibe, palbociclibe e ribociclibe), indicados para o tratamento de câncer de mama avançado ou metastático com receptor hormonal positivo e HER2-negativo.
Outra novidade importante é a ampliação da faixa etária para a realização da mamografia pelo SUS. A partir de agora, o exame está disponível também para mulheres a partir dos 40 anos, mesmo na ausência de sintomas. A mudança fortalece o diagnóstico precoce e amplia o acesso à assistência, especialmente para quem antes enfrentava barreiras no sistema público, como a exigência de histórico familiar ou sinais clínicos da doença.


