Nesta semana, apresentamos um panorama atualizado da vacinação no Brasil. A vacina contra a gripe agora integra, de maneira permanente, o Calendário Nacional de Vacinação para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos (a partir de 60 anos). A medida fortalece a estratégia de imunização e acompanha outras mudanças previstas para 2025, como a ampliação do período de aplicação da vacina contra o rotavírus e a substituição das doses de reforço da vacina oral contra a poliomielite por uma dose inativada.
A partir deste ano, a vacinação contra a influenza estará disponível em todas as salas de vacina a partir da segunda quinzena de março e permanecerá acessível ao longo do ano, deixando de ocorrer exclusivamente em campanhas sazonais. Outros grupos prioritários continuarão a ser imunizados em estratégias específicas, incluindo profissionais da saúde, professores, forças de segurança, população privada de liberdade e pessoas com doenças crônicas ou deficiências, entre outros.
Já a imunização contra a Covid-19 passa a integrar o Calendário Nacional de Vacinação para crianças de 6 meses a menores de 5 anos, idosos (a partir de 60 anos) e gestantes.
Outro desafio enfrentado pelo país é a baixa cobertura vacinal contra o HPV. Atualmente, cerca de 7 milhões de adolescentes entre 15 e 19 anos não foram imunizados, apesar de já terem ultrapassado a faixa etária recomendada para a vacinação (9 a 14 anos). Para reverter esse cenário, o Ministério da Saúde lançou uma campanha de resgate para identificar e vacinar esses jovens.
No campo da produção nacional de imunizantes, o Brasil avança em diversas frentes. Com o apoio do Ministério da Saúde, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), a Biomm poderá atingir uma produção de 70 milhões de unidades anuais de insulina ao final do projeto, com previsão de fornecimento ao Sistema Único de Saúde (SUS) a partir do segundo semestre de 2025. Além disso, novas parcerias garantirão o fornecimento de mais de 30 milhões de doses anuais da vacina contra a Influenza H5N8.
Um marco importante foi o anúncio da produção em larga escala da primeira vacina 100% nacional e de dose única contra a dengue. A partir de 2026, serão disponibilizadas 60 milhões de doses anuais, com possibilidade de ampliação conforme a demanda e a capacidade produtiva. O objetivo é atender a população elegível pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) entre 2026 e 2027.
O país também avança na internalização da produção da vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Uma parceria entre o Instituto Butantan e a Pfizer permitirá a fabricação de até 8 milhões de doses anuais, garantindo o abastecimento do SUS e ampliando o público-alvo, incluindo a população idosa. O investimento total no projeto será de R$ 1,26 bilhão entre 2023 e 2027.


